domingo, 17 de outubro de 2010
experiências universais:
acordar a meio da noite; caminhar até à cozinha; abrir a porta do frigorífico; ficar imóvel a olhar para o interior do frigorifico durante 10 segundos; fechar a porta do frigorífico; voltar para a cama e ficar a pensar no que sucedeu até adormecer novamente.
sábado, 8 de maio de 2010
calculei que sim...
Se alguma senhora com mais de 70 anos estiver a ler isto, gostava de lhe deixar claro que não tem necessidade de dizer: "a minha falecida avó" quando se refere à mãe de algum dos seus pais.
Eu deduzi que havia uma grande probabilidade de ela estar morta.
Eu deduzi que havia uma grande probabilidade de ela estar morta.
sexta-feira, 7 de maio de 2010
Dúvida IX:
se os brancos fazem tatuagens com tinta preta, não seria de esperar que os pretos fizessem tatuagens com tinta branca?
Juro!
Na semana passada, enquanto me dirigia para casa, reparei numa amostra fecal em cima de um muro com cerca de 1,5m.
Imediatamente me questionei que tipo de animal fez aquilo e verifiquei o calendário do telemóvel, para me assegurar de que não estava no período Triássico.
Agora que escrevo sobre isso sinto pena por não me ter lembrado de tirar uma foto, porque acho que aquele feito até tinha uma certa qualidade artística.
Já vi quadros horríveis com pessoas aparentemente agradadas a olhar para eles, por isso acho que um retrato com uma moldura bonita e castanha do cagalhão em cima do muro tinha uma boa hipótese de se tornar mundialmente famoso.
Imediatamente me questionei que tipo de animal fez aquilo e verifiquei o calendário do telemóvel, para me assegurar de que não estava no período Triássico.
Agora que escrevo sobre isso sinto pena por não me ter lembrado de tirar uma foto, porque acho que aquele feito até tinha uma certa qualidade artística.
Já vi quadros horríveis com pessoas aparentemente agradadas a olhar para eles, por isso acho que um retrato com uma moldura bonita e castanha do cagalhão em cima do muro tinha uma boa hipótese de se tornar mundialmente famoso.
televendas
Esta semana vi um anuncio das televendas que me tentava convencer de que eu precisava de um alarme para a minha casa. Era protagonizado por um medíocre actor português que teve a ousadia de aceitar dinheiro para pronunciar o seguinte slogan, a transbordar de cinismo:
"Proteja-se antes que seja tarde de mais e pare de ter medo."
vomitei no chocapic assim que ouvi esta frase.
A coragem desta gente que trata o público como se este fosse um bando de atrasados mentais.
Qualquer pessoa com dois dedos de testa percebe a contradição daquela frase. É praticamente um oxímoro!
Gostava de descobrir a morada do génio que se lembrou desta pérola para comprovar a qualidade do alarme da casa dele ou dela.
Chamemos-lhe um teste do consumidor...
terça-feira, 13 de abril de 2010
Avisos
Não podia dar menos importância a este tipo de advertências por escrito. Numa casa de banho:
Que tipo de autoridade é esperada daquele papel?
Não vou deixar um papel dizer-me o que fazer.
Porque no fundo é uma questão de ética. Se é tão importante que não deitem papel na sanita, então que disponibilizem um funcionário para avisar quem entra na casa de banho.
Um papel é simplesmente impessoal.
Que falta de consideração, informar alguém através de uma folha de papel com umas letras.
Ainda por cima letras maiúsculas, como se estivessem a gritar connosco. A lata destes gajos!
Já agora, quando li este aviso em particular, desenrolei o papel higiénico todo para dentro da sanita e depois fui buscar o papel de secar as mãos e também o atirei todo para lá.
Antes de sair deixei um aviso por baixo do aviso original, a dizer:
"NÃO DEITAR PAPEL NA SANITA"
Que tipo de autoridade é esperada daquele papel?
Não vou deixar um papel dizer-me o que fazer.
Porque no fundo é uma questão de ética. Se é tão importante que não deitem papel na sanita, então que disponibilizem um funcionário para avisar quem entra na casa de banho.
Um papel é simplesmente impessoal.
Que falta de consideração, informar alguém através de uma folha de papel com umas letras.
Ainda por cima letras maiúsculas, como se estivessem a gritar connosco. A lata destes gajos!
Já agora, quando li este aviso em particular, desenrolei o papel higiénico todo para dentro da sanita e depois fui buscar o papel de secar as mãos e também o atirei todo para lá.
Antes de sair deixei um aviso por baixo do aviso original, a dizer:
"NÃO SEI LER"
sábado, 27 de março de 2010
Pois...
Antes de começarem a ler [tarde de mais, já começaram], gostava de salientar que isto foi uma conversa real, com pessoas reais e que teve lugar há cerca de dois meses.
E não preciso de dizer mais nada, o que se segue fala por si:
"O míudo era sobredotado. Aos 8 anos já fazia operações. Ele nasceu com dentes e tudo!"
"Nasceu com dentes? Como é que pode? Primeiro tens que nascer a chorar, sempre..."
E não preciso de dizer mais nada, o que se segue fala por si:
"O míudo era sobredotado. Aos 8 anos já fazia operações. Ele nasceu com dentes e tudo!"
"Nasceu com dentes? Como é que pode? Primeiro tens que nascer a chorar, sempre..."
sábado, 30 de janeiro de 2010
sabonete
Hoje de manhã estava a tomar banho e deixei cair o sabonete, tendo sido forçado a vergar-me para o apanhar.
Ainda bem que estava a tomar banho sozinho.
Ainda bem que estava a tomar banho sozinho.
sexta-feira, 8 de janeiro de 2010
"vai lá dar um salto..."
não consigo expressar em palavras aquilo que penso desta expressão, por isso vou dar um berro aleatório... Já está.
A expressão é tão estúpida como discriminatória.
Para começar, porque é que alguém haveria de ir a algum lado com a finalidade de dar um salto?
'Ir dar um salto' não é grande incentivo para ir seja onde for.
A não ser para algum atleta de salto em comprimento ou de salto em altura, que tenha sido indicado para ir dar um salto aos jogos olímpicos. Ainda assim seriam necessários pelo menos três saltos, segundo as regras oficiais, logo já estariam a abusar da confiança com os dois saltos complementares que ficaram omitidos na expressão.
Mas a parte discriminatória é que temos um grupo inteiro de pessoas que não podem utilizar a expressão, porque ainda faz menos sentido do que com outra pessoa qualquer:
Tetraplégicos.
Nunca ouvi um tetraplégico virar-se para outro e dizer: "Epá, foi bom ver-te! Depois vai lá dar um salto..."
Acho que é daquelas frases que pertencem à lista de coisas que nunca se ouvem.
A expressão é estúpida, já foi usada vezes de mais, já estou cheio de a ouvir e vou começar a espetar canetas na traqueia de quem a usar dentro do meu campo auditivo.
A expressão é tão estúpida como discriminatória.
Para começar, porque é que alguém haveria de ir a algum lado com a finalidade de dar um salto?
'Ir dar um salto' não é grande incentivo para ir seja onde for.
A não ser para algum atleta de salto em comprimento ou de salto em altura, que tenha sido indicado para ir dar um salto aos jogos olímpicos. Ainda assim seriam necessários pelo menos três saltos, segundo as regras oficiais, logo já estariam a abusar da confiança com os dois saltos complementares que ficaram omitidos na expressão.
Mas a parte discriminatória é que temos um grupo inteiro de pessoas que não podem utilizar a expressão, porque ainda faz menos sentido do que com outra pessoa qualquer:
Tetraplégicos.
Nunca ouvi um tetraplégico virar-se para outro e dizer: "Epá, foi bom ver-te! Depois vai lá dar um salto..."
Acho que é daquelas frases que pertencem à lista de coisas que nunca se ouvem.
A expressão é estúpida, já foi usada vezes de mais, já estou cheio de a ouvir e vou começar a espetar canetas na traqueia de quem a usar dentro do meu campo auditivo.
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