sábado, 2 de julho de 2011

realismo

Estou cansado de ver programas competitivos onde há sempre alguma mulher entre o público a apoiar um concorrente com um cartaz a dizer, por exemplo:


"GREGÓRIO, A MADEIRA ESTÁ CONTIGO!"


O quê?!

Aquela mulher ainda há poucas horas estava no trabalho a limpar urinóis com lenços de papel, e subitamente é a representante de uma ilha?!
Quem é que decidiu que uma mulher com um Índice de Massa Corporal superior a 40 e com um severo défice de dentição haveria de ser porta voz de uma área geográfica? Ou de seja o que for, agora que penso nisso!
Gostava de saber o que é que acham os restantes habitantes da Madeira...

Eu acho que estas pessoas não deviam aparecer na televisão em canal aberto, para começar. Mas já que isso lhes é permitido, vamos pelo menos trazer algum realismo à situação! Vamos tirar-lhe o cartaz feito pelo filho de 26 anos, que como possuidor do 4º ano de escolaridade é a pessoa com mais estudos na família, e vamos meter-lhe outro na mão, a dizer:


"GREGÓRIO, O DESPERDÍCIO DE UM BOM ABORTO ESTÁ CONTIGO!"

sábado, 14 de maio de 2011

"família à antigamente"

Eu ia começar com boa noite, mas como não sei a que horas vão ler isto: olá.

É verdade que eu não tenho por hábito 'falar' da minha vida pessoal, mas há pouco tempo ouvi uma história fascinante acerca da minha família e decidi partilhá-la com quem efectivamente a quiser ler.
A narrativa original foi-me relatada por um tio que tem um sentido de humor muito apurado e portanto vou tentar manter-me fiel a algumas das expressões que ele usou, enquanto redijo o texto.
Após a história não vou fazer qualquer tipo de comentário adicional, pois acho desnecessário, dado que o que se segue está algures no limiar da perfeição.

Então foi assim:

A história passou-se há uns bons 35 ou 40 anos atrás[obviamente...], quando a minha mãe, a sua irmã [minha tia] e os seus 2 irmãos [meus tios, portanto] eram crianças e viviam num regime militar que foi implantado pelo seu pai [meu avô, que não tive oportunidade de conhecer], que tinha uma "postura de general" e era temido por toda a gente; especialmente pelos filhos e até pela própria mulher.
O meu avô é descrito como uma pessoa extremamente severa, capaz de aplicar sem sequer pestanejar ou demonstrar um átomo de sentimento, punições que nos tempos que correm, poderiam até ser consideradas desumanas. Nomeadamente, obrigar os filhos a alimentarem-se unicamente de broa e água durante uma semana inteira [e a minha avó que não ousasse sequer sonhar acerca de lhes dar comida!]. Isto para não falar da porrada que frequentemente levavam e que "era como se estivesse a bater num homem da idade dele!".
Contudo, até a violência pode ser engraçada, principalmente quando ouvimos relatos acerca de um "biqueiro com a ponta do sapato que acertava sempre direitinho no olho do cu, que era como se ele tivesse treinado aquilo durante toda a vida!".
Mas voltando à história, esta passou-se numa noite em que, como habitual, o meu avô mandou a minha mãe e os meus tios para a cama muito cedo e eles sem sono, decidiram ficar a brincar no quarto [o quarto deles ficava no andar de cima, exactamente por cima do quarto do meu avô]. Então um dos meus tios; o mais novo, que era o mais rebelde e que segundo o meu outro tio "tinha uma panca acentuada", lembrou-se de subir para o topo de um armário e saltar para cima da cama enquanto gritava "sou o Super Homem!", várias vezespara delírio da minha mãe e dos restantes irmãos, que se riam com aquilo enquanto assistiam sentados no chão.
Naturalmente aquela brincadeira fazia algum barulho e eis que subitamente surge um olho e o perfil de uma cabeça entre a porta que estava um pouco aberta e a parede e que "parecia um dinossauro no Jurassic Park" [consta que o meu avô teria subido as escadas até ao quarto, às escuras e sem fazer o mais pequeno ruído que pudesse denunciar a sua presença, com a perícia e subtileza de um felino que se aproxima da sua presa, antes de a atacar e lhe quebrar o pescoço].
Aqueles que estavam sentados congelaram de imediato e o sorriso desapareceu. O olho que se intrometeu no quarto observava atentamente o irmão mais novo que não se apercebera ainda da sua presença e preparava-se para saltar novamente. O olho aguardou pacientemente, focado na criança que estava em cima do armário. A criança saltou e gritou "sou o Super Homem!". Agora já não era só a cabeça dentro do quarto, mas sim toda aquela figura, na sua postura imponente, que inquiriu de forma altiva "o que estás a fazer rapaz?"; ao que o pequeno respondeu, com toda a inocência e bastante amedrontado "sou o Super Homem, pai...". Numa fracção de segundo o rapaz levou um estalo tão violento que bateu com a cabeça no armário, para horror dos irmãos.
O pai virou costas e preparava-se para abandonar o quarto, até que ouviu o filho a chorar. Então o pai virou-se para trás e disse num tom de voz cínico "o Super Homem não chora." e foi embora.

terça-feira, 3 de maio de 2011

capitalismo extremista

Uma loja de roupa [e não só] que me deixa genuinamente revoltado é a 'Pré-Natal'.
Que indivíduo com o mínimo de valores morais havia de se lembrar de vender roupas para fetos?!

Fico indignado por se aproveitarem dos fetos para obter vendas!
Basta que uma futura mãe compre algumas roupas bonitas para o seu feto e as mostre às outras futuras mães, para que automaticamente a loja obtenha mais vendas, pois nenhuma mãe vai deixar o seu feto andar mal vestido comparativamente com os outros fetos, ou ainda pior... Nu!
Parece-me um golpe baixo, aproveitarem-se de um público tão fácil... Afinal de contas muitos deles ainda nem desenvolveram o Sistema Nervoso Central [SNC].

Confesso que apesar da minha indignação e também alguma curiosidade em descobrir que tipo de roupas estão na moda no mundo dos fetos, nunca ousei entrar na loja. Não quero captar nenhuma imagem que me vá atormentar para o resto da vida e potencialmente me impeça de ter filhos.
Não quero ver uma futura mãe, sentada em posição de parto, enquanto o funcionário da loja veste roupas no respectivo feto com a ajuda de pinças e tenazes.

Aproveito também para comunicar que quando tiver o meu próprio feto, não o vou vestir até ao seu nascimento [altura em que já é um bebé e pode até já ser considerado adepto de um clube de futebol e/ou membro de determinada religião].

domingo, 10 de abril de 2011

subtileza

Há uns dias, ia de carro com um grupo de amigos e fomos solicitados a parar numa 'Operação STOP' da GNR [Guarda Nacional Republicana e não Guns N'Roses, embora a segunda hipótese fosse espectacular!].
Procedemos a uma paragem total do veículo, tal como nos foi ordenado [ao invés de uma paragem parcial, acerca da qual fiquei desde então a tentar compreender a mecânica] e o agente da GNR aproximou-se da janela do condutor, formulando a seguinte questão, após requisitar os documentos do condutor e da viatura:

"o sr. tem algo que o comprometa?"

nesta situação podemos responder:

"não, senhor agente. Não tenho em minha posse qualquer artigo ilegal e espero honestamente que a minha resposta satisfaça a sua curiosidade de âmbito profissional. Contudo, desde já declaro que me encontro disponível para responder com sinceridade a qualquer outra questão que me queira colocar e que o ajude no cumprimento do seu trabalho."

ou então:

"sim, senhor agente. Tenho neste momento em minha posse 20Kg de cocaína. Estão dentro da mala, no compartimento do pneu suplente, onde guardo também uma caçadeira de canos serrados, duas pistolas de 9mm e uma besta, da qual, tal como acontece com a caçadeira e com as duas pistolas, não possuo licença de porte. Talvez tenha alguma dificuldade em aceder ao compartimento, devido às 3 mulheres que transporto na mala e que raptei com intenção de exportar para um país de leste, condenando-as à prostituição. A dificuldade poderá ser agravada pela eventualidade de uma delas já se encontrar morta, pois julgo ter exagerado na força com que lhe bati na nuca enquanto a violava, dado que ela não estava a cooperar. Contudo, ainda bem que me livrei do puto que não parava de gritar enquanto eu violava a mãe. Esse já não grita mais.
Tenha atenção para não se cortar na porcelana partida que está espalhada no compartimento do pneu suplente.
Resumindo uma longa história: na semana passada assaltei um museu, estava a arrumar o saque, houve um tiroteio com a polícia, um dos vasos foi atingido por uma bala, partiu-se e desde então ainda não tive tempo para roubar outro carro. Pelo menos acertei com um tiro no agente que partiu o vaso, por isso ele também não se ficou a rir...
E por favor... Por favor! Seja extremamente delicado ao revistar a mala, pois lá também transporto um míssil balístico e uma barra de urânio que estou a guardar para cometer genocídio.
Pronto... Não havia forma possível de esconder dado o modo astuto como a pergunta foi colocada; fiquei rendido a tamanha perspicácia!"


Nota: a segunda hipótese de resposta fará com que o agente recue cerca de 20 metros e chame reforços.

sábado, 9 de abril de 2011

reuniões de tupperware

exacto, a assembleia das donas de casa, desesperadas ou não, mas que certamente não têm grande ocupação, dado que estão dispostas a abdicar de uma bela 6ª feira à noite para dissertar acerca de recipientes de plástico.

Até aqui o fascínio é evidente: "Tupperware... Wow..."

Gostava de saber quem foi o indivíduo que convocou a 1ª assembleia para discutir e fazer demonstrações destes objectos comuns, os tupperwares, como se fosse o Cristóvão Colombo após ter descoberto a América.

Além disso: porquê tupperwares?
Julgo que existem utensílios de cozinha bem mais complexos que tupperwares, e mais merecedores de uma reunião em seu nome:

por exemplo, as cafeteiras.

Não é qualquer pessoa que faz um café decente numa cafeteira. É preciso ter em conta o rácio água/café, de forma ao café não sair fraco, ou forte demais.

Podemos sofrer queimaduras graves, se não fixarmos devidamente a base da cafeteira.

Com a má utilização de uma cafeteira, podemos acidentalmente obter uma bomba artesanal; podemos morrer na cozinha!
Não quero que a última coisa que faço antes de morrer seja colocar uma cafeteira ao lume e aproximar a cabeça para ouvir melhor quando ela começa a fazer ruídos estranhos!

Tudo o que queria era um café...

As cafeteiras produzem cerca de 2300 vítimas por ano.
Os sobreviventes deixam de ser capazes de apreciar um bom café.



13 de Julho de 1985; o pequeno João tinha 6 anos e enquanto se encaminhava para a cozinha, ouviu um estrondo. Milésimos de segundo depois, viu a cabeça da mãe embater com violência na parede em frente a ele, separada do resto do corpo e suja de café.


Hoje o pequeno João tem 32 anos. Em estado catatónico desde então e incapaz de tomar café, João bebe batidos após cada refeição.
João pesa 143Kg e tem ataques de pânico de cada vez que vê uma cafeteira.

Vamos convocar "reuniões de cafeteiras", temos que alertar as pessoas!

O pequeno João agradece.

segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011

“Estás comigo, estás com deus."

Conhecem a expressão? Claro que conhecem!

Significa que com aquela pessoa estás bem, estás seguro e não te acontecerá nada de mal.

Mas será assim tão bom estar com deus? Afinal nunca alguém esteve com ele para pôr a expressão à prova. Pelo menos alguém que sobrevivesse para relatar a experiência...

Já ocorreu a alguém que talvez não seja assim tão bom estar com deus?

Se calhar ele fala alto de mais; se calhar tem mau odor; se calhar é daquelas pessoas exasperantes que sentem uma necessidade intrínseca de estarem constantemente a picar-nos com o dedo enquanto falam connosco; ou então solta flatulência e culpa as pessoas que se encontram ao seu redor, mesmo quando só está ele e mais um indivíduo.
São estas as possibilidades que eu pondero enquanto estou sentado na sanita, à espera que alguém vá comprar papel higiénico, que entretanto acabou.

Temos que pensar nestas coisas.
Não podemos apenas assumir que é bom estar com deus.

E será que estar com deus é assim tão seguro?

Que tal perguntarmos àqueles crentes que morreram no Brasil, quando a igreja onde estavam desabou sobre eles?

Perguntemos aos peregrinos que morreram numa derrocada em Meca, há uns anos atrás. Deus também estava com eles.

Ou então perguntemos aos mais de 140 peregrinos que morreram no desabamento de um muro num templo hindu, em Setembro de 2008. Deus também não interviu por eles.

Se estas pessoas sobrevivessem, diriam que era um milagre. Tal como aterragem de emergência em que toda a gente sobrevive, ou mesmo a neuro-cirurgia em que tudo corre bem. Um milagre! Tudo obra do senhor.

Contudo parece que nestes casos a força de deus não foi suficiente para evitar que aquelas estruturas desabassem por cima daqueles religiosos.

Mas então deus consegue aterrar um avião de emergência e fazer uma cirurgia complexa, mas não percebe nada de construção civil?
Onde está a omnipotência afinal?

Já agora, qual é o oposto de milagre?

Confesso que acho uma certa piada mórbida quando ligo a TV e está a dar a notícia do desabamento de mais um templo ou igreja, que matou umas dezenas de religiosos.
Tenho curiosidade em saber se eles ainda têm tanta consideração por deus, como tinham antes de serem feitos em papa, por uma parede de duas toneladas.
Afinal de contas morreram no santuário. O lugar santo livre de todo o mal.

Pois onde está a santidade em morrer soterrado?
Vão dar entrada no paraíso alguns religiosos bastante chateados. Ou no inferno.

Alguns religiosos vão para o paraíso, a maioria não…

Tento imaginar como será a conversa destas pessoas com deus e não consigo parar de rir.

Vejam bem a ironia da situação:

estas pessoas viviam em função daquela entidade invisível, adoravam-na e cumpriam os seus mandamentos; tudo em prol do conforto divino. E o que ganharam com isso? Ganharam um pedaço de betão santificado, mesmo em cima do crânio.

Pois a verdade é que não há nenhum deus
Não há paraíso, nem inferno. 
Não há omnipotência, nem milagres. 
Nem tão pouco há lugares santos. 
E a expressão: “estás comigo, estás com deus”,
na verdade significa: “estás por tua conta”.

segunda-feira, 20 de dezembro de 2010

"Sorria, está a ser filmado!"

com certeza que toda a gente está familiarizada com este aviso que pode ser visualizado dentro de estabelecimentos comerciais.
Também julgo que entendem que esta pequena mensagem é dirigida a eventuais ladrões, que casualmente vagueiem pelo estabelecimento.

Desta vez posso dizer que concordo completamente.

Já não é suficiente que esta gente roube o estabelecimento; ainda por cima fazem-no sempre com cara de quem acabou de ser acordado pelo vizinho de cima, que se lembrou às 7 horas da manhã que afinal a mobília da sala não está bem situada.

Pois não contem comigo para isso!
As câmaras de vigilância, tal como os inúmeros reféns, podem comprovar o meu sorriso através da meia de licra que uso como capuz, mesmo enquanto bato com a coronha da caçadeira na nuca da funcionária que estava a tentar pedir ajuda exterior.

Não custa nada ser simpático para o próximo.
Um simples sorriso é suficiente para mudar o dia de outrem.

As pessoas estão a perder a compaixão umas pelas outras...

terça-feira, 14 de dezembro de 2010

Dúvida X:

se uma pessoa que tem relações sexuais com indivíduos do mesmo sexo é homossexual; uma pessoa que tem relações sexuais com indivíduos de ambos os sexos é bissexual; e uma pessoa que tem relações sexuais com indivíduos do sexo oposto é heterossexual;
isso não faz de um masturbador crónico um autossexual?

domingo, 17 de outubro de 2010

experiências universais:

acordar a meio da noite; caminhar até à cozinha; abrir a porta do frigorífico; ficar imóvel a olhar para o interior do frigorifico durante 10 segundos; fechar a porta do frigorífico; voltar para a cama e ficar a pensar no que sucedeu até adormecer novamente.
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